Está a pensar em mudar para uma placa de indução e não sabe por onde começar? É a dúvida de sempre: há muitas marcas, muitos preços e cada loja empurra para um modelo diferente. Este guia vai direto ao assunto.
Versão atualizada a julho de 2026: revimos os modelos à venda neste momento e selecionámos as melhores opções atuais do mercado.
Antes de mais, um esclarecimento importante: na Lecuine não vendemos placas de indução. Somos uma loja especializada em utensílios de cozinha, por isso aqui não temos qualquer interesse em empurrar uma marca em concreto. O que conhecemos muito bem é o que vai em cima da placa: as frigideiras e panelas próprias para indução. Por isso, esta comparativa é a mais neutra que vai encontrar.
Se quiser saber mais sobre que recipientes têm melhor desempenho em indução, temos um guia dedicado: as melhores frigideiras para indução.
Resposta rápida
Para a maioria dos lares, a opção mais equilibrada é a Balay 3EB865FR (~300 €): bom desempenho, marca fiável e preço contido. Se procura gastar o mínimo com garantia de marca, a Zanussi ZITX633K (~250 €). E não se esqueça: a placa só funciona com recipientes de base magnética; verifique as suas frigideiras com o teste do íman antes de decidir.
Comparativa das melhores placas de indução de 2026
Aqui tem oito opções para diferentes orçamentos e necessidades, desde a placa de encastre de 60 cm até à portátil de uma zona. Os preços são orientativos e mudam com frequência: confirme sempre o preço do dia antes de comprar.
- Balay 3EB865FR — melhor relação qualidade-preço, 3 zonas / 60 cm · ~300 € · Ver na Amazon
- Siemens EX675LJC1E iQ700 — premium flexível (flexInduction) · ~500 € · Ver na Amazon
- Bosch PXJ631HC2E Serie 6 — premium conectada (Home Connect) · ~470 € · Ver na Amazon
- Bosch PIJ631HB1E Serie 6 — a Bosch a um bom nível · ~420 € · Ver na Amazon
- Teka IZC 63015 MSS — a opção Teka · ~300–350 € · Ver na Amazon
- Zanussi ZITX633K — a mais económica com marca · ~250 € · Ver na Amazon
- Cecotec Full Magma Slim — portátil de 1 zona · ~31–40 € · Ver na Amazon
- Cecotec Full Crystal — portátil alternativa (10 níveis) · ~40–55 € · Ver na Amazon
Se só quer o resumo: para a maioria dos lares, a Balay 3EB865FR é a opção mais equilibrada, e se procura gastar o mínimo com garantia de marca, a Zanussi ZITX633K. Mais abaixo desenvolvemos modelo a modelo.
Indução, vitrocerâmica ou gás: qual consome menos?
É a comparação mais procurada antes de decidir. A indução é o sistema mais eficiente dos três porque aquece o recipiente diretamente, sem desperdiçar praticamente nada de energia no ar nem no vidro.
- Indução: a mais eficiente (~85–90 %, segundo a Repsol), o consumo mais baixo e a mais rápida a aquecer.
- Vitrocerâmica: eficiência ~55–65 %; gasta até mais 20–40 % do que a indução; velocidade média.
- Gás: menos eficiente do que a indução; o custo depende do preço do gás; aquece depressa.
Em números redondos, a indução gasta entre 20 % e 40 % menos do que a vitrocerâmica para cozinhar o mesmo (fonte: Repsol). Um dado para dimensionar o consumo: uma zona de indução consome cerca de 1.500–2.000 W, da ordem dos 540–720 kWh por ano se a usar uma hora por dia. Na prática vai gastar menos, porque quase nunca se cozinha à potência máxima.
5 benefícios concretos de uma placa de indução
- Segurança. O vidro só aquece pelo contacto com o recipiente. Se há crianças pequenas em casa, a zona arrefece depressa ao retirar a frigideira, e muitos modelos avisam do calor residual.
- Limpeza fácil. Como o vidro não fica incandescente, o que se derrama não carboniza. Um pano e pronto.
- Rapidez. Ao aquecer diretamente o recipiente, a água ferve num tempo bastante menor do que numa vitrocerâmica.
- Controlo preciso. Sobe e desce a potência no instante, com níveis exatos. Ideal para temperagens delicadas e para o ponto certo de uma fritura.
- Eficiência. Menos energia desperdiçada é menos despesa e menos impacto.
O que ter em conta antes de comprar a sua placa de indução
Se vem do gás ou da vitrocerâmica, estes são os pontos que realmente fazem a diferença.
Zonas de cozedura e largura
O formato mais habitual é o de 60 cm de largura com 3 zonas, que cobre folgadamente uma família normal. Há modelos de 80 e 90 cm com 4 ou mais zonas e, no outro extremo, a placa portátil de uma só zona, que liga a uma tomada normal. Repare no diâmetro de cada zona: se usa tacho de paella ou panela grande, interessa-lhe uma zona ampla (28 ou 32 cm) ou uma zona flexível.
Zonas flexíveis (flex)
Alguns fabricantes substituem as zonas fixas tradicionais por zonas flex: superfícies amplas que detetam onde colocou o recipiente e aquecem apenas essa parte. Ganha liberdade para colocar um tabuleiro alongado, dois tachos juntos ou uma panela enorme. Presente em modelos como a Siemens iQ700 ou a Bosch Serie 6 flex.
Potência da placa e potência a contratar
Uma placa de 60 cm costuma ter uma potência de ligação de cerca de 7.400 W (entre 4.600 e 7.400 W, consoante o modelo); uma de 90 cm pode chegar aos 11.100 W (fonte: Balay). Isso não significa que seja preciso contratar tanta potência: praticamente todas têm um limitador de potência configurável, e raramente se usam as quatro zonas no máximo ao mesmo tempo. Uma casa com consumo médio costuma gerir-se com uma potência contratada da ordem dos 4,6 aos 9,2 kW. Reveja o seu contrato e, se for preciso, ajuste o limitador na instalação.
Instalação
A placa precisa de uma tomada elétrica adequada e, se vier do gás, pode ser necessário adaptar a instalação. O custo orientativo em Espanha ronda os 300–600 €, um pouco mais do que uma vitrocerâmica. Peça orçamento por escrito e confirme o que inclui.
Segurança e funções úteis
Procure bloqueio para crianças, desligamento automático, indicador de calor residual e temporizador. A função Boost é ótima para ferver água, mas use-a com bom senso: mantê-la ligada durante muito tempo pode danificar as frigideiras antiaderentes.
Garantia e assistência técnica
Compre apenas modelos com garantia oficial em Espanha e assistência técnica disponível. Uma placa é um investimento para vários anos: poder repará-la sem complicações vale mais do que poupar uns euros numa marca sem esse apoio.
Como funciona uma placa de indução (explicado de forma simples)
Uma placa de indução não aquece a placa: aquece diretamente o recipiente. Por baixo do vidro há bobinas que, ao passar corrente, geram um campo magnético variável. Esse campo induz correntes na base ferromagnética da sua frigideira ou panela (é a lei da indução de Faraday), e são essas correntes que aquecem o metal do recipiente.
Daqui nascem as suas duas grandes vantagens: o calor gera-se no fundo do recipiente, não na placa, por isso há muito poucas perdas e o vidro só aquece por contacto. E daqui nasce também a sua única «senão»: precisa de recipientes com base magnética. Se a sua frigideira não for apta, a placa não a reconhece. Sem problema: isto tem solução fácil e vemos isso no final.
Análise das melhores placas de indução de 2026
De seguida, cada opção com aquilo que a torna especial. Lembre-se: não vendemos nenhuma, por isso contamos o que há de bom e também o que convém ter em conta.
Balay 3EB865FR — melhor relação qualidade-preço
A Balay é uma marca muito implementada em Espanha, e este modelo é o seu grande êxito de vendas por um motivo: oferece quase tudo o que uma casa normal precisa, a um preço contido, à volta dos 300 €.
- 3 zonas em 60 cm, com uma zona gigante de 28 cm, ideal para panelas grandes e tachos de paella.
- Potência de 4,6 kW (ligação de 7,4 kW), com função Boost.
- Controlo tátil, temporizador e funções de segurança habituais.
- Garantia oficial em Espanha.
É a que recomendaríamos por defeito à maioria: equilíbrio entre preço, desempenho e confiança da marca.
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Siemens EX675LJC1E iQ700 — premium com zona flexível
A Siemens joga na gama alta. Este iQ700, na casa dos 500 €, é para quem quer flexInduction e funcionalidades avançadas.
- flexInduction + zona de 28 cm, em 60 cm de largura.
- Sensor de fritura (fryingSensor) para controlar a temperatura do óleo.
- Potência de 7,4 kW.
- Garantia oficial em Espanha.
Vale a pena se cozinha muito e valoriza a comodidade da zona flex; caso contrário, talvez esteja a pagar por funções que não vai aproveitar ao máximo.
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Bosch PXJ631HC2E Serie 6 — premium conectada
A opção para quem quer conectividade. Esta Bosch Serie 6, na casa dos 470 €, incorpora Home Connect para a controlar a partir do telemóvel, além de zona flexível.
- Zona flex de 21×38 cm + zona de 28 cm, em 60 cm.
- FlexInduction + Home Connect (controlo por app).
- Potência de 7,4 kW.
- Garantia oficial em Espanha.
Interessante se gosta da ideia de casa conectada; se a conectividade lhe for indiferente, há opções igualmente boas por menos dinheiro.
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Bosch PIJ631HB1E Serie 6 — a Bosch a um bom nível
Se quer Bosch sem ir para a gama flex, esta Serie 6 (à volta dos 420 €) é uma escolha sólida e muito vendida.
- 3 zonas de cozedura em 60 cm.
- Controlo tátil DirectSelect e função PerfectFry.
- Potência de 7,4 kW.
- Garantia oficial em Espanha.
Boa opção para quem cozinha com recipientes grandes e valoriza a segurança de uma marca alemã.
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Teka IZC 63015 MSS — a opção Teka
A Teka é uma marca muito procurada em Espanha. Este modelo, na faixa dos 300–350 €, destaca-se pelo controlo Multislider e pela função Power Plus.
- 3 zonas em 60 cm.
- Multislider + Power Plus.
- Potência de 7,4 kW.
- Garantia oficial em Espanha.
Uma alternativa competitiva à Balay em preço e desempenho, para quem preferir esta marca.
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Zanussi ZITX633K — a mais económica com marca
Se a sua prioridade é gastar o mínimo sem abdicar de garantia oficial, esta Zanussi é a candidata, na casa dos 250 €.
- 3 zonas em 60 cm.
- Função Booster e bloqueio de segurança.
- Potência ~7 kW.
- Garantia oficial em Espanha.
Cumpre bem para um uso normal. Não espere zona flex nem conectividade, mas para começar na indução com o apoio de uma marca é uma entrada muito razoável.
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Cecotec Full Magma Slim — a portátil de uma zona
Nem todos precisam de uma placa encastrada. Se vive num apartamento pequeno, quer uma zona extra ou procura algo para uma segunda residência, uma portátil que liga à corrente normal é a solução. Esta Cecotec custa apenas 31–40 €.
- 1 zona (recipientes até ~20 cm).
- 2.000 W, 8 níveis de potência e temporizador.
- Guarda-se numa gaveta.
Atenção: é de uma só zona, não substitui uma placa fixa para cozinhar todos os dias para uma família. Como reforço ou solução pontual, cumpre perfeitamente.
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Nota: a conhecida IKEA Tillreda (~40–50 €) é outra portátil muito procurada, mas só se vende em ikea.com/pt, não na Amazon. A Cecotec Full Magma Slim é o equivalente disponível na Amazon. Também existe a Cecotec Full Crystal (~40–55 €), com 10 níveis e 4 programas, se preferir algo um pouco mais completo. Ver na Amazon.
E o que diz a DECO PROteste?
A DECO PROteste, a associação portuguesa de defesa do consumidor, publica regularmente comparativos de placas de indução, com testes de rapidez a ferver água, consumo energético e segurança. O relatório completo está reservado a assinantes e é atualizado com frequência, por isso aqui não vamos atribuir pontuações nem «vencedores» concretos que não possamos verificar. Em geral, as marcas mais implementadas em Portugal costumam surgir bem avaliadas nos comparativos independentes, mas o veredicto exato muda a cada edição. Se é assinante da DECO PROteste, consulte o comparativo em vigor.
As suas frigideiras servem para indução? O teste do íman
Um pormenor que muita gente descobre tarde: uma placa de indução só funciona com recipientes de base ferromagnética. Pode ter a melhor placa do mercado mas, se a sua frigideira não for apta, a placa nem a reconhece.
Não sabe se as suas frigideiras servem? Faça isto antes de comprar a placa:
- Pegue num íman qualquer (o do frigorífico serve).
- Aproxime-o da base da frigideira, tacho ou panela.
- Se ficar bem preso, é apta. Se não, não é.
Muitas frigideiras de alumínio ou de aço inoxidável «não magnético» ficam de fora. A boa notícia: hoje a maioria das frigideiras de qualidade já vem com base preparada para indução.
🔥 Conselho de utilização. As frigideiras antiaderentes estão pensadas para temperaturas médias-baixas. Evite abusar da função Boost com elas: o calor extremo e contínuo encurta a vida do revestimento antiaderente. Com ferro ou aço inoxidável não tem essa limitação.
Problemas típicos da placa de indução (e como resolvê-los)
«A minha placa não deteta a frigideira»
Quase sempre é porque o recipiente não é apto (o íman não fica preso) ou a base é demasiado pequena para a zona. Faça o teste do íman. Se for apto e mesmo assim falhar, tente centrá-lo bem na zona.
«Não me reconhece a cafeteira italiana»
É um clássico. Muitas cafeteiras têm uma base pequena que não cobre o mínimo que a placa precisa para ativar. Soluções: usar uma cafeteira específica para indução (de base mais larga) ou um disco adaptador.
Adaptar utensílios que já tem
Se tem recipientes de que gosta mas que não são aptos, existe o disco ou adaptador para indução: uma base ferromagnética que coloca sobre a zona e onde depois apoia o seu tacho ou panela. Não é tão eficiente como um recipiente realmente apto, mas ajuda a resolver a situação.
Conclusão: as nossas 3 recomendações
- Compra geral (a mais equilibrada): Balay 3EB865FR (~300 €). Ver na Amazon
- Relação qualidade-preço um nível acima: Teka IZC 63015 MSS (~300–350 €) ou Bosch PIJ631HB1E (~420 €). Ver Teka · Ver Bosch
- A mais económica com marca / portátil: Zanussi ZITX633K (~250 €) ou Cecotec Full Magma Slim (~31–40 €). Ver Zanussi · Ver Cecotec
E não se esqueça: a placa é apenas metade da equação. Antes de a estrear, certifique-se de que as suas frigideiras e panelas são aptas para indução com o teste do íman.
ℹ️ Aviso de afiliação. Alguns links para placas de indução deste guia levam à Amazon. Como Afiliado da Amazon, a Lecuine aufere rendimentos com as compras elegíveis que cumprem os requisitos aplicáveis, sem custo adicional para si. Isto não influencia o preço que paga nem a nossa recomendação: as placas não as vendemos nós; as frigideiras e panelas, sim.
Perguntas frequentes
Quanto consome uma placa de indução?
Uma zona de indução consome da ordem dos 1.500 aos 2.000 W. Usando-a uma hora por dia, isso equivale aproximadamente a entre 540 e 720 kWh por ano (fonte: Repsol). Na prática, o gasto costuma ser menor, porque nem sempre se cozinha à potência máxima.
Que potência tenho de contratar para uma placa de indução?
Não é preciso contratar toda a potência da placa. Como quase nunca se usam as quatro zonas no máximo ao mesmo tempo e as placas têm limitador de potência configurável, uma casa com consumo médio costuma gerir-se com uma potência contratada da ordem dos 4,6 aos 9,2 kW.
Quanto custa instalar uma placa de indução?
De forma orientativa, a instalação em Espanha ronda os 300–600 €, um pouco mais do que uma vitrocerâmica porque pode ser necessário adaptar a tomada elétrica, sobretudo se vier do gás.
A indução consome menos do que a vitrocerâmica?
Sim. A indução é mais eficiente (na ordem dos 85–90 % face aos 55–65 % da vitro) e gasta aproximadamente entre 20 % e 40 % menos energia para cozinhar o mesmo (fonte: Repsol).
Que frigideiras servem para indução?
Só as que têm base ferromagnética. Para o saber, aproxime um íman da base: se ficar bem preso, é apta. Funcionam bem as de ferro, muitas de aço inoxidável e as antiaderentes com base preparada para indução.
O que é uma zona flexível ou flex?
É uma superfície ampla que deteta onde coloca o recipiente e aquece apenas essa parte, sem obrigar a encaixá-lo num círculo fixo. Permite usar tabuleiros alongados, panelas grandes ou dois recipientes juntos.
Melhor uma placa de 60 ou de 90 cm?
A de 60 cm com 3 zonas cobre a maioria dos lares e tem uma potência de ligação menor (cerca de 7,4 kW). A de 90 cm oferece mais zonas, mas pode exigir mais potência de ligação (até cerca de 11,1 kW) (fonte: Balay). Escolha consoante quanto e como cozinha.








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